domingo, 17 de janeiro de 2010
Ele deu um show hoje pelo Milan, no Campeonato Italiano, nos 4 a 0 sobre o Siena. É verdade que o adversário está na lanterna da competição, mas o brasileiro fez 3 nessa vitória. Foi um de pênalti, um de cabeça. O outro foi um chutaço de fora da área na gaveta. Não é o Ronaldinho do Barcelona, mas já tem apresentado uma regularidade, e melhor: dribles e lances fora do comum. Se continuar assim, a pressão será grande para que ele retorne à seleção brasileira.
domingo, 27 de dezembro de 2009

Ela é carioca, aprendeu a surfar na escola aos 14 anos, no Arpoador, Praia de Ipanema, Rio de Janeiro. Sempre em busca da melhor onda, passou pelas principais praias da capital fluminense, aventurou-se por outros países, Austrália, Indonésia, até parar no Hawaii, onde vive hoje. Foi tão longe que já venceu as três últimas edições do prêmio de melhor desempenho feminino em ondas grandes. É a melhor big rider do mundo. Também é filha do escritor, jornalista e deputado Fernando Gabeira. Fiz essa entrevista com Maya Gabeira, na Bandnews FM, que falou por telefone, direto do Hawaii. E aproveito, agora, para deixar também aqui no blog.
Em 2009, você levou pela terceira vez consecutiva o prêmio de melhor desempenho feminino em ondas gigantes. Qual o balanço que você faz do ano? Você alcançou todos os seus objetivos, o que ficou faltando e atrás do que você vai em busca em 2010?
Eu acho que o ano de 2009 foi muito bom. Eu consegui esse título que foi referente ao desempenho de 2008. E agora, eu acho que eu consegui ter uma boa performance, melhor ainda que a do ano anterior. Surfei boas ondas na África do Sul, no Taiti, e agora, eu estou aqui na temporada do Hawaii que tem dado boas ondas também...
Você já esteve nos principais points do surf mundial de ondas grandes. Teahupoo, no Taiti, Polinésia Francesa, Mavericks, Ghost Trees, Todos os Santos no México, Dungeons, na África do Sul, Jaws, na Ilha de Maui. Como surgiu essa história de ondas grandes na sua vida? De se especializar nesse tipo de esporte?
Eu acho que foi quando eu vim para o Hawaii pela primeira vez com 17 anos. Como tem ondas enormes e a cultura do surf é muito forte, eu comecei a me interessar. Foi influência de estar aqui, em um lugar tão propício para essa modalidade que é o surf de ondas grandes.
Qual é o pior caldo, a pior vaca que você levou nesses points que a gente citou? Como aconteceu?
Ah, tem vários. Mas o pior foi em Teahupoo, em novembro de 2007, fazendo tow in. Eu entrei na onda na hora errada. Na verdade, meu piloto falou que não era para eu ir e eu entendi que era para ir! Eu acabei voando da crista da onda até a base e tomei um caldo horrível.
Quanto tempo embaixo da água?
Olha, não foi muito tempo. Teahupoo é um lugar que você não fica assim tanto tempo, mas é muito perigoso porque é muito raso. É uma onda muito forte, e com o risco de bater na bancada de coral.
Nessa hora, como fazer para manter a tranqüilidade?
Vale mais a experiência para saber que você consegue passar por aquilo. O que dá segurança é o fato de que você já passou antes por situações semelhantes.
O que te levou a decidir viver no Hawaii? É claro que a ilha é o paraíso das ondas grandes, mas eu pergunto porque não é uma decisão fácil, ficar longe da família, enfim...Você acha que acertou ao decidir viver por aí?
Olha, tem sido muito bom para o surf. Para ondas grandes, com certeza, é o melhor lugar. É difícil sair do Brasil, morar longe da família, mas eu sou privilegiada porque posso ir ao Brasil visitá-los, eles podem vir aqui me visitar. Minha mãe, inclusive, veio até passar o Natal comigo, então dá para atenuar a saudade e a distância.
No dia-a-dia, você estranhou no início? É fácil de se virar por aí?
No começo era mais difícil. Agora, estou mais habituada, mais acostumada, tenho mais amigos e tenho uma vida tranqüila. Treino bastante, moro sozinha, perto da praia...
Você já foi vítima de localismo? Como funciona isso no Hawaii que tem fama de ser bem difícil para quem é de fora?
É, tem muito localismo, mas eu acho que quando você respeita o próximo, é mais fácil de ser respeitada. Então, é realmente um lugar difícil, tem que vir mais "pianinho", mas com o tempo as pessoas começar a se habituar ao seu rosto e passam a te respeitar.
E de preconceito por estar em um meio predominantemente masculino? Já aconteceu dentro da água?
É, acho que um pouco sim, mas ao mesmo tempo, tem muito suporte. E acho que tenho que me focar mais nas pessoas que me ajudam, do que nas que não curtem muito.
Maya Gabeira em Teahupoo
Um dos seus grandes parceiros é o Carlos Burle, um dos maiores surfistas do mundo em ondas grandes. Como surgiu essa parceria? Ele também é um professor e tanto, não?
É tipo um guru, um mestre. Aconteceu um pouco via Red Bull, que é um patrocinador nosso, que quis investir, nos ajudar a começar essa parceria. E ele gostou também da possibilidade de me ensinar, de passar toda a experiência dele. Foi assim que começou.
E a evolução é perceptível? Você consegue aprender muito mais rápido com a orientação do Burle?
Muito mais rápido mesmo! Nossa, é totalmente diferente quando você tem alguém com tanta experiência e pode te passar. Você, com certeza, evolui com muito mais rapidez. O caminho fica bem mais curto.
Maya, como você vê o surf feminino no Brasil, comparando com países como Estados Unidos, Austrália? Você vê potencial para que mais atletas possam chegar a um patamar como o seu? O que falta? Como dar incentivo ao surf feminino?
Eu acho que já tem muitas meninas surfando. Você vê o circuito profissional feminino, ele já é muito forte, com um nível alto. Claro que a gente não tem o volume de investimentos de Estados Unidos e Austrália, mas também funciona assim no masculino e em todos os esportes. A medida que a gente tiver mais possibilidade, a indústria entrar com mais investimentos, patrocínios, o Brasil tem muita menina talentosa e o surf feminino está crescendo.
Você considera que o seu trabalho, o seu reconhecimento, pode influenciar mais meninas a entrarem no surf?
Espero que sim.
Pra encerrar, a gente pode dizer que você está para o surf como a Marta está para o futebol?
Não sei, não sei (risos). Aí já é uma comparação um pouco complexa. (risos).
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Estou aqui, neste início de madrugada de segunda-feira, véspera de Natal, preparando uma entrevista que possívelmente farei logo mais com Maya Gabeira, filha de Fernando Gabeira, surfista, tricampeã do prêmio de melhor desempenho feminino em ondas grandes. Em meio a pesquisa, cheguei até o video da cerimônia da homenagem feita a ela, neste ano, nos Estados Unidos. Quem entrega o prêmio à brasileira é uma senhora chamada Linda Benson. Fui procurar, então, quem é Linda Benson.
Ela é simplesmente uma lenda do surf. Começou a praticar o esporte aos 11 anos, na década de 50, venceu a primeira competição mundial aos 15 anos, em 1959. No mesmo ano, ganhou o primeiro título nacional nos Estados Unidos, o que voltou a ocorrer durante os próximos anos. Foi a primeira a surfar Waimea e tem envolvimento com o esporte desde então. Também foi uma das primeiras mulheres a andar de skate quando as ondas não apareciam.
http://www.surfingmuseum.org/linda_benson.html

Ao ler sobre Linda Benson, lembrei da música Canção de Batalha do Flicts: "Ninguém vai legislar sobre a minha liberdade. Disciplinar minha conduta, minha vontade". Nos anos 50, quando o surf era algo marginal, masculino, ela seguiu em frente para fazer o que gosta, o que tinha vontade, sem ligar para conceitos e preconceitos porque, por instito, sabe que "a vida é necessidade e entregar-se é morrer".
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Sábado, toquei pela primeira vez no Inferno, ali na Rua Augusta, com o Agrotóxico. Nós e nossos amigos do Busscops abrimos o show do Exploited. Muita gente diz que ouvia Exploited quando era adolescente, mas que hoje "cresceu musicalmente" e por isso não ouve mais. Eu, particularmente, acho isso uma grande besteira. A banda é boa, intensa, agressiva e isso, depois de 30 anos de estrada. Para poucos. Também acho besteira essa coisa de ficarem dizendo que o Wattie é fascista, nazista, isso, aquilo. O avô do cara lutou contra os nazistas na segunda guerra, a banda já tocou duas vezes em Israel com show lotado, toca na América do Sul, na Indonésia...Ou seja, boatos, boatos e boatos de gente escrota e idiota, como sempre. A casa estava cheia, um calor literalmente infernal, sem ar, mas beleza. O show do Busscops foi muito bom, a galera muito receptiva, pogando e curtindo. Depois, foi a vez do Agrotóxico. O som no palco estava impecável, muito bom mesmo e a galera também respondendo a altura.
No fim ao descer do palco, aconteceu uma das coisas que eu nunca imaginei que fossem acontecer. Tipo, depois que conhecer Joe Shithead do DOA, na Alemanha, em um festival no meio do nada, ver o show do DOA do palco, abrir para o Sick of It All, e milhões de outras situações que só o punk nos proporciona, eu estava saindo do palco, com guitarra, cabo, pedal, e Wattie, vocalista do Exploited, me oferece uma mão para descer a escada, e arrumar tudo, enfim...
Quanto ao show do Exploited, confesso que vi pouco porque achei que tinha perdido o celular, depois de procurar, achei dentro das minhas coisas e, aí, boa parte do show já tinha ido. E estava tão cheio que eu nem me arrisquei a ir lá no meio. Ainda mais que teve briga. Eu não vi, mas que teve. Enfim, um videozinho aí para quem quiser conferir o fim, com a nossa amiga Cherry, do Okotô, Hats, Hellsakura e uma mina da platéia cantando o clássico "Sex and Violence".
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sempre acontece comigo e acho que com a maior parte das pessoas que está na Internet. Começo por uma página de meu interesse, depois um link me leva para outro site, de lá para um texto, para um vídeo no You Tube, e assim vai...E nessas "andanças", me deparei no fim de semana com uma entrevista recente, feita neste ano, com Phil Anselmo, vocal do extinto Pantera e que hoje canta no antes "projeto paralelo" Down. Não gosto de Pantera, nem de Down. Nunca gostei. Mas mesmo assim, comecei a assistir a entrevista feita em uma universidade norte-americana, para uma platéia de estudantes, fãs de metal, enfim. Anselmo fala sobre o vício de heroína, do abuso de drogas pesadas, um pouco sobre a imprensa musical, assédio. É um relato um tanto quanto interessante, do meu ponto de vista pelo menos...Tirem suas próprias conclusões. Deixo aqui a primeira parte da entrevista. São sete partes disponíveis.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Outro dia, peguei o disco "Smells like Bleach - A Punk Tribute to Nirvana". Já tinha ouvido umas faixas antes e, agora, resolvi comprar. Paguei R$12 no CD. (Sim, eu ainda compro CDs. Sim, eu gosto de Nirvana). As faixas e as bandas são as seguintes:
1. Breed - Total Chaos
2. Lithium - Vice Squad
3. On a Plain - Agent Orange
4. Something In The Way - Burning Brides
5. Aneurysm - Dr. Know
6. Come As You Are - Vibrators
7. Smells Like Teen Spirit - Blanks 77
8. Stay Away - U.K. Subs
9. Negative Creep - Dee Dee Ramone
10. Territorial Pissings - Rosetta Stone
11. Scentless Apprentice - Flipper
12. All Apologies - DOA
13. On A Plain - I.C.U.
As melhores na minha opinião são as versões do Agent Orange e do DOA. O álbum é legal, mas não chega a ser sensacional. Mas de qualquer forma, eu gostei.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Fácil!
De longe, é a pior.
Tudo o que o rock nacional tem de ruim hoje, em uma só banda.
Primeiro, eu não conseguia parar de rir e depois fiquei com vergonha alheia.
Pensei que não dava para piorar, mas essa banda está de parabéns.
Realemente, eles conseguiram ir além. Horrível mesmo.
Só minha opinião.
Confira.
http://www.youtube.com/watch?v=n1GBna0GguY